Reunião de condomínio
Ontem, minha noiva e eu fomos conhecer o ambiente social de onde viveremos nossa vida de casados. Eu nunca tinha participado de uma reunião de condomínio, e ouvia histórias horripilantes.
A Vivi, também. Nos primeiros cinco minutos, o terror já dava o tom, quando sem motivo algum, um condômino começa a gritar com um funcionário da administradora, questionando sua representatividade entre os moradores.
- Eu achava que isso não existia de verdade – a Vi me disse, já traumatizada.
Depois, ficamos impressionados com a rapidez com que os títulos aparecem, classificam uma pessoa, são facilmente aceitos e justificados. Por exemplo, o homem do 14 (não sei o apartamento de verdade) se candidatou a avaliar a manutenção do gerador.
- Mas quem é você pra sugerir isso? – duvida um contrariado que acha a manutenção desnecessária.
- Sou engenheiro!
- Oooh! – o ar de aprovação é unânime.
Dali em diante, todos olhariam para o engenheiro antes de votar por um reparo mecânico. E o engenheiro, coitado, que queria apenas ter sua opinião ouvida num instante, passou a ser apoio para egos ora exaltados, ora carentes de sustentação.
Felizmente, saímos de lá com questões essenciais resolvidas, e com reparos importantes aprovados. E acho que o engenheiro, pelo menos, saiu aliviado.





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